29 de setembro de 2007

PSD parte-2

Os barões, esse nomes enormes da vida política. Monstruosos, que dão renome ao partido, renome a uma candidatura. Mas que nestas eleições perante os militantes valem zero. Eu não estou a dizer que deixam de fazer sentido numa candidatura. Pelo contrário. Devem ser expostos na publicidade de uma candidatura, mas não basear a mesma na causa de uma vitória. Foi o que aconteceu. Mendes resgardou demais nas figuras imponentes que o partido alberga.
Após estas primeiras horas, sinto que houve três factores essenciais na vitória do actual líder. Vontade de mudança, Caciquismo, e Estratégia de vitimização.
Vontade de mudança. Sim, não acredito que toda a gente tenha votado pela personalidade política do Dr.Menezes. Votaram porque queriam outra pessoa. Se assim for, muito bem.
Caciquismo. Sim, tanta trapalhada, cotas pagas em massa, acordos feitos há meses atrás antevendo estas eleições. Tudo de mau que os obcecados de poder podem acrescentar à política.
Estratégia de vitimização.Sim, foi irritante, a origem das confusões e posterior vitimização. Fica mal aos autores, e sobretudo fica mal à imagem do partido.
Não houve respeito pelo passado histórico, pela imagem obtida, pelo que ainda o PSD representa para a sociedade portuguesa.
Fico a pensar, se desta os Barões irão outra vez sair da cadeira, e voltar a mexer com as pessoas. Ou, se resignam e deixam cair nas mãos erradas, valores de gerações.
Se não, saiam de uma vez e ficam no álbum de recordações.

PSD parte-1

Ganhou Menezes.
Eu não venho ser um ressabiado Mendista de última espécie. Ganhou porque teve mais votos do que o adversário. A campanha foi má, negra para o partido.
Razões para mudar de líder. Só se for para melhor. Certo, então melhor que a perspectiva que o Marques Mendes antecipava.
Bem, Mendes antecipava uma Maioria Relativa do PS. Desta vez, todos os dados disponíveis apontavam para uma maioria simples.
Mudou de líder, os Democratas mudaram de líder. Objectivos. Simplesmente melhor do que o anterior. Ganhar ao PS as próximas Eleições Legislativas. E se não o conseguir ? mandato e consequente missão falhada.
Outras eleições.

14 de setembro de 2007

Férias - Álvor

Vontade

Após um tempo sem grande vontade de passar por aqui...
Depois de vir férias...
Voltei com a minha rotina de visitar os orgãos de informação na "net"...

Até que, no suplemento "Êxito" do Correio da Manha aparece esta notícia.

«Mais tarde ou mais cedo ele havia de voltar. James Blunt, o homem que elevou a ‘dor de corno’ a um nível de admiração suprema com o tema ‘You’re Beautiful’»

Garra na escrita, sim senhor. Mais directo é difícil.

1 de julho de 2007

Senhor Michael Bublé



Tenho andado a ouvir esta música, embora não seja dele (Nina Simone) ele dá aquele BubléJazz que poucos o conseguem.

...

Já algum tempo que não escrevo... não sei porquê... mas o lamento é preocupação barata...

Esta semana, Berardo, Benfica, Negrão, União Europeia, Terrorismo, Tempo

Berardo, porque lançou finalmente a sua colecção no nosso museu. Porque mandou o Mega Ferreira ler os manuais de como quem tem poder, o aplica na prática. (Injustamente ou Justamente)

Benfica, eu tento sempre ser um racional de pensamento. Mas este estado de espiríto não me deixa. Finalmente vejo que tudo em relação ao futebol dentro das possibilidades foi preparado com tempo. Se não houver episódios, esta época pode ser um sucesso.

Fernando Negrão. O homem das siglas tem sorte. Tem sorte por ter uma equipa de marketing que fez uma plástica em ralação á sua gaffe. O outdoor está muito bom. E matou eventuais ataques sobre a EPUL, IPPAR e vice-versa.

União Europeia trabalhada pela Alemanha, e loureada por Portugal. Começa a nossa presidência e se o Governo não inventar muito, pode ficar bem aos olhos da Comunidade Europeia. Debate mensal esta semana, muito fraco. Azar para o José Sousa que viu sair na imprensa os custos do Flexisegurança e o consenso e a atitude do "deixa andar" pedida para esta presidência foi logo abandonada pelo B.E e pelo PCP.

Terrorismo é problema de ontem, de hoje e de amanhã. Enquanto o nosso canto ainda estiver calmo, a vida vai correndo. É nestas alturas que ninguém desejaria que Portugal fosse uma potência mundialmente invejada. É nesta altura que os Terroristas pensam, "deixem lá os tugas preocupados com as finanças" coitados, têm mais do que pensar".

Este Tempo, aliás qual ? muito mau, no ano passado por esta altura já havia muita gente na praia e a tostar por Portugal fora.

4 de maio de 2007

Jogadas Preciosas de Política

Este é um texto retirado do Diário de Notícias, de 4 de maio. É delicioso...

De Éric Besson já aqui falámos, na primeira volta. Ele era o deputado socialista e grande especialista da campanha de Ségolène Royal nas questões económicas. A meados de Fevereiro, abandonou a campanha e o partido por razões que explicou num livro, tornado sucesso: Quem Conhece Madame Royal? Um libelo contra aquela que Besson considera - pela ignorância dela e pela ignorância da sua ignorância - um perigo para a França. Que alguém bem colocado num projecto poderoso bata com a porta, causa admiração pela convicção. O que seguiu continua a causar admiração...Sarkozy ganhou a primeira volta, no domingo 22 de Abril. Na segunda-feira 23, Besson tomou o pequeno-almoço com ele. Um encontro inesperado e não só por serem homens de lados políticos diferentes, mas também por razões pessoais: poucos meses antes, Éric Besson tratara Nicolas Sarkozy com um insulto perigoso de ser dito em França, com os seus demónios antijudeus e anti-imigrantes (o candidato é filho de pai húngaro e neto de judeu pelo lado da mãe): "Sarkozy é um neoconservador americano com passaporte francês."Logo naquela segunda-feira, Besson fala no comício do UMP, ao lado de Sarkozy. Pede desculpas pelo seu deslize e explica-o como tendo sido empurrado pelos seus antigos camaradas. Por esses dias, Ségolène Royal piscava o olho ao centrista Bayrou, à sua direita, e Nicolas Sarkozy, velha raposa, deixou os rancores para trás, feliz por aquele apoio, à sua esquerda.Além da oportunidade política, Éric Besson levava consigo uma outra vantagem: ele conhecia os fracos (sobretudo, no domínio económico) da adversária de Sarkozy. Este convidou-o a preparar o único debate entre as duas voltas. Anteontem, nas precisões económicas que Sarko exigia a Ségo, estava o dedinho do seu novo amigo. Uma amizade com cada vez mais testemunhos: domingo, na Córsega, Besson é fotografado a fazer jogging ao lado de Sarko. Nessa noite, lá estava ele ao lado de François Fillon (o mais provável primeiro-ministro se a direita ganha), num pequeno grupo que Nicolas Sarkozy abraçou num gesto e definiu assim: "Vocês são o meu Governo."