17 de dezembro de 2008

Um bom serão...Político

Ontem à noite. Já estava alertado pelas considerações que adviriam do conselho nacional do PSD. A candidatura de Santana Lopes a Lisboa, e o ponto prévio que as próximas listas de candidatos à Assembleia da República não terão os autarcas como candidatos. Depois, uma hora de Mário Crespo. Uma boa entrevista de Manuel Alegre, embora havendo muitas diferenças ideológicas, gostei como foi galgando as perguntas. Para terminar, o debate das incidências do dia, com a particularidade, de quer queira quer não, ouvir um comentário sobre Santana Lopes do irmão do actual presidente da Câmara de Lisboa. E com isto não coloco em causa a integridade da opinião, pela qual prezo bastante.
Agora, escrevo este "post", a ouvir a discussão quinzenal na A.R. consigo já ter a ideia assumida de que Sócrates perde quase todo fulgor quando entram no mesmo plano de intervenção. Já não via uma intervenção muito boa da bancada parlamentar do PSD, há algum tempo.

22 de novembro de 2008

Desde Obama...

Quase um mês sem escrever, e tanto que escrever...

Os tempos que nós vivemos, eu pelo menos ainda vivo uma euforia controlada após a vitória previsível de Obama, e mais do que isso como é preparada a sucessão, lá mais para Janeiro, onde para já estou a gostar do que vejo. Hillary Clinton, como seria de esperar foi ontem confirmada como secretária de Estado, ainda houve uns rumores que seria uma aposta para a Saúde, mas não passou de isso mesmo, e Obama arruma o Partido, arruma a maior rival neste caminho até à Casa Branca e preenche uma lacuna que lhe é apontada por todos. Falta de experiência na Diplomacia Internacional. Enquanto é arrumada esta questão, a reunião dos G-20 perdeu protagonismo por Obama não estar lá, mas não importância que se confirmará se até Março conseguir-se cumprir o acordado. Antes de Março e logo no inicio do ano, mais concretamente a 20 de Janeiro acontece a tomada de posse do presidente eleito dos E.U.A. que contará com um espectáculo que me suscita, confesso, um particular interesse (factores envolventes da actividade turística) pois a capacidade hoteleira já está quase esgotada. Um evento que proporciona uns bons encaixes aos hotéis de Washington. 250 mil pessoas ocuparão só as escadas do Capitólio, tudo para ver a tomada de posse.
Convidado obrigatório da reunião do G-20, Medvedev, veio a Portugal para dizer olá, seguindo directo ao seu périplo pela América Latina dos Ricos. Visitar Brasil, Venezuela, Perú e Cuba, fazer uma demonstração da saúde da marinha russa com os "aliados" venezuelanos é tentar dar um sinal político, e dizer a Obama que eles estão ali. Acho que ele já sabe, mas forçar a que os E.U.A. retirem o plano de instalação do escudo anti-míssil e esqueçam que o Cáucaso existe é pedir demasiado. Eu vou apreciando estas manobras políticas à moda da "Guerra Fria".
Bem, por cá, caso BPN, Oliveira e Costa detido, Dias Loureiro impedido de ir à Assembleia da República ser inquirido, o porquê não se sabe, nem a bancada parlamentar do PS sabe, vá talvez o Vítor Constâncio, o José Sócrates e o Alberto Martins saibam, o que já chega. Veremos no que isto dá. Numa coisa já reparei, tentativa de imputar aos militantes do PSD uma culpa por a sociedade ter como seus responsáveis também militantes do Partido, e como tal somos todos responsáveis pelos relatórios financeiros e também pela regulação do Banco de Portugal.
Faz-me lembrar a notícia do Presidente da Autoridade da Concorrência e também presidente da Ordem dos Economistas, regula-se a ele próprio. Não está nada mal, é pena é o regulamento não deixar, e assim sendo já está muito mal. Mas o senhor já está habituado a desligar-se dos regulamentos, já aconteceu assim na compra ao Banco Espírito Santo. (eu até dizia que não havia nada a apontar na altura da escolha deste cargo na AdC, bem, dizia)
Mais, Educação é o que falta à politica do mesmo Ministério, eu até defendo a avaliação, pois acho uma ferramenta essencial. Mas fazer o que se fez, em actos verdadeiramente infantis, dignos de quem joga ao braço de ferro nos intervalos das aulas no infantário. E o pior é que depois torna o braço de ferro inútil, em mais inútil ainda por voltar atrás na avaliação. Perdeu o respeito, perdeu a noção, perdeu o tempo de suspender, perdeu o braço de ferro, e só não perde o lugar porque existe alguém no governo que gosta de ver manifestações todas as semanas de modo a realçar a firmeza desta governação... infelizmente.
Para fechar politicamente, a frase que tanto indignou o País. Eu não gostei, acho que ninguém gosta que mesmo que seja uma ironia e se tente afirmar que as reformas só são feitas num período de Ditadura. Foi negativo, e o era em qualquer discurso proferido por quem tem responsabilidades públicas
A selecção de sub-21 mostrou que podemos ter uma boa dose de reforços para os AA. Já esses jogaram em Brasilia porque houve alguém que preferiu 550 mil € a defender o prestigio que tanto demora a construir.

27 de outubro de 2008

Declaração de Valores

A relação entre a política e a vida pública, espaço a que esta se dirige é nestes dias um terreno constantemente incerto.
O filtro onde passa a mensagem e o fundo de sustentação da mensagem estão incrivelmente desanexados a uma obrigatória declaração de valores, de missão. Estão desanexados porque existe pouca força de vontade em repensar a razão do serviço público, que é na sua excelência a política.
Nos tempos que correm, é comum e agradável do ponto de vista social exprimir que os políticos são na grandíssima maioria uns praticantes de uma religião avessa a tudo que não seja a protecção do seu ego. Emitir uma opinião hoje, é descartar os aspectos singulares de uma questão e fazer tábua rasa da situação. A exigência decaiu, deixou-se que a nossa exigência fosse contaminada. Na semana passada, li um artigo onde Maria José Morgado, afirma que o nível de exigência feita aos políticos não é feito na igual proporção em relação ao nível de exigência pessoal. As razões do problema residem tanto aqui, como na actuação de agentes políticos que assentam as suas práticas, não sei se poderei chamar numa deformação de valores, porque esses nem estão definidos, mas assentarão muitas vezes no valor da conveniência do momento, disso tenho a certeza.
O maior contributo que se pode dar neste momento difícil da vida politica portuguesa, é sem dúvida, um discurso uniforme, construído em valores seguros e centrado no apelo à coerência, verdade e honestidade. A ideologia, os eleitores destrançam, mas essa vontade (perdida), só é aplicada se souber à partida que não é pedido para acreditar em algo construído sem fundamento, sem valores, baseado no incerto e no ocasional. Da mesma forma o receptor tem de receber a informação com intenções formadas numa conduta de valores bem definidos.
Existe no meio onde a mensagem passa o tal filtro, feitas não raras as vezes de critérios arbitrários, indo mesmo contra a sua doutrina. O filtro jornalístico. Não vou referir os relatórios da ERC, não vou falar desta ou daquela pretensa noticia. Quero sim, é saber porquê que as linhas editoriais cometem tantos desvios, porquê que se compadecem com o compadrio. A responsabilidade, a pressão que incumbe “o ser jornalista” não pode estar susceptível de quaisquer ligações a relações de poder.
Como no início disse, é incrível dizer, fazer algo sem método, sem estar baseado num declaração de valores, sem haver uma base de sustentação. Acho mesmo insuportável, isto é uma exigência básica.
Enquanto, todos estes responsáveis por assegurar o serviço público continuarem a claudicar, continuarem a ferir as suas responsabilidades de individualismo, de alheamento e desacerto no que representam, vamos todos continuar a sofrer deste alheamento.
Comboio Faro

9 de outubro de 2008

Quando o 'lobby' contamina o Mérito!

Muitas vezes existem grupos de pressão que insistem em vender o Mérito, retirando assim um prémio justo, a quem se esforça, é competente, e acima de tudo concilia isto com eficácia traduzida em resultados.

Digo isto, porque irrita profundamente que a eleição do melhor jogador de futebol do mundo esteja a ter intervenientes que não são totalmente correspondentes aos candidatos naturais que nós esperaríamos. Existe um que todos nós sabemos, que cumpriu objectivamente e bateu todos os critérios admissíveis (e mais alguns) para receber o galardão. E depois existe mais uns devido ao Campeonato da Europa que poderão ser equacionados. A seguir vem um jogador espectacular, vibrante que tem estado lesionado grande parte do tempo que a eleição do prémio abrange, quando não esteve, não conseguiu carregar a equipa às costas em nenhuma das competições em que participou, mas no Verão, num torneio de jogadores com idades inferiores a 23 anos (tirando 3 jogadores) foi campeão e passou a ser um candidato natural a receber o prémio. Por obra e graça da comunicação social espanhola e argentina. Este prémio significa potencial atingido e não potencial a atingir. Sim, temos um jogador que é o melhor do mundo em factos, sim temos. Agora reconheçam-no como um trabalhador merece quando de destaca na sua actividade. Cristiano Ronaldo.

23 de setembro de 2008

Mais um ciclo...


... está quase acabar o Verão para mim! Desde que me lembro, terá sido um dos mais, ou senão o mais intenso. Ainda muitos certamente virão, mas este é marcante por muitas coisas em que nele se passaram. Faz parte de um ano até agora estrondoso e supremo para mim.

A terminar este Verão, cheio de viagens, tantas paragens por Portugal fora, de trabalho, de experiências, de amadurecimento, de reflexão, de diversão...penso que aqui simbolicamente termino-o também com o fim da leitura do Livro de William Boyd, 'Viagem ao Fundo de Um Coração'. Monstuart vivera a sua vida, de uma forma. Magistral, plena de noção do quanto ele tinha atravessado, e assim deveremos assinalar quando existe um ponto de restauro nas nossas vidas, pois este está assinalado!



(Foto tirada numa das últimas viagens de comboio deste verão)

11 de setembro de 2008

O puro egoismo dos radicais Islâmicos

Diria que todos os radicais o são, pois as suas posições extremadas tendem albergar sempre minorias. Mas hoje, após oito anos de distância do dia em que uns egoístas demonstraram arrepiantemente o desrespeito pela condição humana, refiro-me claro ao 11 de Setembro de 2001, infelizmente, o modo de reivindicação da luta que eles travam com os “infiéis”. Compreendo que a política externa Norte-Americana nos últimos anos não seja factor de estabilidade na união dos povos. Mas é inconcebível que que alguém sacrifique a sua vida em troca de palavras inócuas, de promessas falsas demonstradas no espectro do Paraíso.
Aos 17 anos vi-me a defender a intervenção Americana no Iraque. Na altura não parei para pensar no valor da vida humana. Deixei-me levar pela emoção de um desastre que fora invadido pela era da comunicação, expandido assim a dor daquelas pessoas por todo o mundo. Queria resolver com mais “baixas” um problema que tem raízes profundas. Na Guerra perde-se a razão, e inicia-se uma cadeia de violência. Imagino a raiva que os parentes dos que faleceram naquele dia tinham em demonstrar. Mas depois a frio, consegui imaginar a força interior daqueles que também perderam parte das suas vidas e não conseguiram desejar ódio. Preferiram as palavras. Deve ser um exercício de prova humana, mas único para colocar fim às correntes de violência.
Mas no lado oposto da cultura dos países ocidentais existem pessoas injustiçadas todos os dias por optarem por ser Muçulmano. São confrontados todos os pós ataques terroristas, com olhares desconfiados, com limitações dos seus direitos, com a intromissão na sua vida pessoal. Tudo devido a uma minoria teimosa, que insiste em denegrir a religião que se escuda, utilizando-a para praticar actos sem escrúpulos. Como deveremos classificar esses que colocam em causa a simples rotina de andar no passeio de cabeça levantada, sem serpentear olhares indiscretos. Diria que deveremos classifica-los como os radicais egoístas. Deve ser extremamente difícil viver num mundo onde a liberdade è castrada consecutivamente, olhar para as mãos e verificar a teimosa impotência em alterar os acontecimentos.
Comecei a escrever este post há cerca de um mês, por coincidência é publicado no sétimo aniversário dos atentados.

1 de agosto de 2008

Comunicação do Presidente da República

Soube ao final da tarde do dia, que iria ser transmitido às 20:00 horas uma comunicação do nosso Presidente. Senti no transmitir da noticia uma certa expectativa em relação ao assunto a ser abordado mais tarde. Expectativa essa, que se confirmou plenamente que havia, por uma clara divisão da importância atribuída pela comunicação social nas horas seguintes.
O assunto em si, acho importante e se o actual presidente sentiu que alguns pontos, para além daqueles que o tribunal achou inconstitucionais devem ser clarificados por quem duvida. Assim o foi. Eu ao nível de Direito Constitucional, não possuo atribuições suficientes, e no objecto não vou sequer tentar emitir opinião, apesar de a ter. O que mais me preocupa foi sentir que Portugal ficou expectante na mensagem. Mas uma expectativa de alguém que precisa de ouvir algo novo, mensagens de esperança, mensagens que garantam que a partir daquele momento vá surgir ventos de boa ré. A mensagem que o actual Governo tenta passar já não entra. Embora com a responsabilidade de passar optimismo, estes abusaram das palavras, das circunstâncias em que a proferiram e desgastaram o seu espaço de intervenção. Penso que ninguém estava à espera de um discurso de “boas férias” do P.R., porque essa mensagem não passa, a eficácia deixou de fazer efeito. Se estavam à espera que fosse algo mais do que foi, enganam-se. As competências de um Presidente da República são específicas. Não estamos com um sistema semi-presidencial como na França. Se acham que o assunto foi banal, mostra somente o estado de ânimo e de paciência do País

Soube ao final da tarde do dia, que iria ser transmitido às 20:00 horas uma comunicação do nosso Presidente. Senti no transmitir da noticia uma certa expectativa em relação ao assunto a ser abordado mais tarde. Expectativa essa, que se confirmou plenamente que havia, por uma clara divisão da importância atribuída pela comunicação social nas horas seguintes.
O assunto em si, acho importante e se o actual presidente sentiu que alguns pontos, para além daqueles que o tribunal achou inconstitucionais devem ser clarificados por quem duvida. Assim o foi. Eu ao nível de Direito Constitucional, não possuo atribuições suficientes, e no objecto não vou sequer tentar emitir opinião, apesar de a ter.
O que mais me preocupa foi sentir que Portugal ficou expectante na mensagem. Mas uma expectativa de alguém que precisa de ouvir algo novo, mensagens de esperança, mensagens que garantam que a partir daquele momento vá surgir ventos de boa ré. A mensagem que o actual Governo tenta passar já não entra. Embora com a responsabilidade de passar optimismo, estes abusaram das palavras, das circunstâncias em que a proferiram e desgastaram o seu espaço de intervenção. Penso que ninguém estava à espera de um discurso de “boas férias” do P.R., porque essa mensagem não passa, a eficácia deixou de fazer efeito. Se estavam à espera que fosse algo mais do que foi, enganam-se. As competências de um Presidente da República são específicas. Não estamos com um sistema semi-presidencial como na França. Se acham que o assunto foi banal, mostra somente o estado de ânimo e de paciência do País