31 de maio de 2009

Nestes dias...

Longe alguma vez imaginei poder estar tão perto da minha mente. Ela própria ainda está atordoada e assentando devagar as emoções.
Mais uma vez o tempo vai ser o meu aliado mas desta parto com uma certeza e isso nunca tinha acontecido.
É bom saber que não estou certo mas pelo menos não estou errado. Até agora valeu a pena todos os momentos de dúvida, todos os momentos em que pus em causa as razões do ser.
Continuo a abrir portas e a escolher as que quero abrir.
Existem coisas completamente inexplicáveis e que me obrigam a não querer saber porque acontecem.
Quero somente sentir os resquícios destes momentos.

2 de maio de 2009

Cumprir Abril?!

Passou uma semana das comemorações do 35 aniversário da revolução. Fala-se uma semana antes da data muito do que se passou. Até ao 1 de Maio ainda se fala. Passada uma semana deste último guarda-se a história para o ano seguinte, e principalmente guarda-se o pensamento que "ainda falta cumprir Abril". Eu penso que poderíamos estar a gozar um perfeita situação económica-social que haveria alguém a usar a nova velha frase, ou será só velha. Para uns Abril só se cumprirá quando o PCP chegar ao governo, para outros só irá ser cumprido se houver outra grande volta. E depois ainda há aqueles que fizeram parte desse tempo e tem saudades do modo de como as coisas eram, e para esses antes era menos mau. Não se importariam de virar Abril do avesso.
Para mim, que nasci depois da revolução. Para mim que sou um apaixonado dessa parte da história de Portugal, do que entendo que foi o Estado Novo e do que continuo a aprender, acho que quer queiram quer não a missão de 1974 foi feita e maravilhosamente realizada.
Liberdade e Guerra do Ultramar. Conseguiu-se instalar uma democracia e com isso concretizar o fim da guerra e instaurar a liberdade. Isto para mim é, foi e será sempre a missão de Abril.
O problema não foi Abril. Não! O problema é que depois desse mês vem Maio, Junho...e por aí adiante. Se ainda hoje querem dar mais vida ao que se passou em 74', se ainda tem-se vontade real de o fazer, preserve-se a liberdade e a paz que essas gerações conseguiram devolver. A revolução correu como planeado. Correu porque sabíamos o que queríamos. Correu porque se delineou um plano para o que se queria e com competência bastou cumprir o estabelecido. Aqui entra a segunda grande lição. Saber o que se quer e saber como se vai para lá.
Sou um privilegiado, falo livre e sem amordaças. Escrevo sem impedimentos. Escrevo sem a certeza de ir para a guerra e não saber se um dia irei voltar. Escrevo e falo sem medo de ser interrogado e colocado à margem da vida. Para mim cumpriu-se.
Queremos sempre tudo. Não caí o mal ao mundo por termos ambição, mas querer sem saber como querer, pouco se fazer para o que se pensa querer, com isso abre-se a porta ao velho fado lusitano. Combate-se a desilusão com os feitos do passado, atribui-se culpas ao que se passou. Mas não se mudam mentalidades nem se admite que se errou.
Volto a dizer que os homens que fizeram o dia 25 de Abril, cumpriram a sua missão. Cumpriram Abril.

18 de abril de 2009

Em crise compramos tudo

Estamos num momento crítico. A paciência esgota-se rapidamente, já não suportamos ouvir e tentar escolher o melhor. Já não conseguimos estabelecer um rumo para o futuro. Nestes tempos difíceis mesmo para os optimistas como eu vemos o desinteresse por estabelecer objectivos e cumpri-los. Não ordenamos prioridades nem princípios. Mas queremos que tudo no final tenha um bom desfecho. Poucos sabem o que querem, num dia querem igualdade, noutro se conseguissem aproveitar-se do sistema nem hesitavam. Num dia critica-se o Estado noutro dia discutimos que trabalhar para este é a garantia de uma postura de vantagem sobre o próximo.
A única certeza que temos é que o tempo continua a passar, e se não recuperamos a firmeza e astúcia de outra hora, isto pode ainda ficar mais negro.
Cada vez que olho para o modo como as coisa estão, cada vez que leio alguns desconformados (sejam qual quadrante politico ou ideológico) e sublinho desconformados pois neste momento interessa que esses puxem o resto para a realidade. Puxem para cima a exigência e o trabalho, as metas e as motivações. Juntemos a isso convicção e ambição.
Ambição essa, que terá de ser reconstrutora, pois é aqui que reside o epicentro do problema. Esta deixou de casar com a exigência e caímos no marasmo em que estamos. Deixemos o mérito trabalhar e fazer a sua parte.
Não estamos em posição de sacrificar os outros por metas pessoais.
Vivemos momentos em que não podemos tratar as coisas pelos nomes. Não podemos chamar incompetente a um incompetente.
Grande parte da resposta à pergunta de como edificaremos o nosso futuro, passa por começarmos a assumir responsabilidades pelo que fazemos, sem medo. E aos directamente e indirectamente afectados, exigirem satisfações e apuramento de responsabilidades. Em crise não podemos comprar tudo.

29 de março de 2009

Basta!!

Em tempos difíceis, em tempos críticos, quando todos precisamos de agarrar e de ver soluções para os nossos macro-problemas, quando precisamos de recuperar valores que tão bem guiaram gerações passadas, somos confrontados com o péssimo cáracter de diversos actores da cena decisória portuguesa. Todo podemos discordar de políticas, mas bem ou mal, houve uma maioria que legitimou isso. Mas não legitimou, a personalidade dúbia, a constante fuga de responsabilidades, disso tenho eu a certeza. Já chega de panos quentes sobre o que se passa hoje no pais. A resposta já não se pode fazer com ataques à comunicação social, nem à oposição. Já não se pode ir pelo caminho de colocar em causa edifício judicial. Este primeiro-ministro está moralmente obsoleto. Cada dia que passa, destrói mais uma pedra na cultura de mérito, da pouca que ainda existe na nossa sociedade. A vivermos uma crise de dupla face, a material que vem desde o ano passado e a moral que já data de à uns anos atrás, dificulta muito para quem quer que isto mude, quem quer que isto verdadeiramente mude. E não quero puxar a "brasa à minha sardinha", mas quando a líder da oposição é uma pessoa que cultiva valores que já não se vê actualmente e que precisamos de agarrar, quando tem uma carreira meritória e decisivamente clara, é caso para dizer o que estamos a fazer quando ainda suportamos o actual chefe do governo. Por isso está na altura de dizer basta... o quanto antes.

22 de fevereiro de 2009

Imagino, e tão bem...

Imagino as fortes pressões de que Pedro Passos Coelho tem estado sujeito, ele e os responsáveis do PSD de Vila Real na escolha do candidato à Assembleia da República, tudo pelo facto de Pedro Passos Coelho ter dito que só iria para a Assembleia da República pelo circulo eleitoral de Vila Real. Isto, se tivermos em conta que será um candidato puro, a candidato às próximas eleições do partido, e com isso acarreta investimentos e apoios de algumas personalidades que querem ter assento, e sabem que é importante ter a figura máxima no Parlamento, no head-to-head.

14 de fevereiro de 2009

Breves

Dias Loureiro, tem direito à justiça, mas para bem do Conselho de Estado deve demitir-se o quanto antes.
Frederico Gil, que orgulho ver um tenista a emergir cada vez mais entre os melhores.
Freeport, correm ventos que o processo é arquivado em Abril e o ilustre antigo ministro do Ambiente apresenta logo a sua demissão.
Mau, muito mau, saber que em 2008 o crescimento foi 0%...andamos a boiar sem saber quando vamos chegar a terra firme.(E não me venham com a história do os outros também estão)

31 de janeiro de 2009

Caso 'Freeport'

Recorto pela primeira vez este caso através da escrita, e começo a tirar diversos apontamentos das ramificações que o processo traz consigo. Para começar, perceber o que significa os projectos classificados de PIN (Projectos de interesse nacional), que existem agora, e se existissem na altura haveria menos uma mão cheia de noticias. Até que ponto e com que critério é usado este livre trânsito.
O ex-presidente da República Jorge Sampaio pediu uma definição clara do que deve ser um Governo de gestão, e é bastante importante que haja uma clara definição.
Se o fim de tudo isto acabar num jantar de amigos, com palmadinhas nas costas, já era bom que houvesse um debruçar sobre estes pontos.
O resto é cedo para falar, mas continuo a ver algo que tenho vindo a dizer. Quando este PM tem uma situação que lhe saí fora do controlo, tem grandes dificuldades em a reagir.
Para terminar só um apontamento, a entrevista de Diogo Freitas do Amaral à SicN parecia um obrigado pelo convite de ter ido para o Governo.