João de Deus Pinheiro, cabeça-de-lista do PSD por Braga renunciou. O seu anúncio como membro das listas para a assembleia da república já tinha deixado um certo ar de surpresa. Isto é brincar com coisa sérias. É muito fácil justificar a renuncia com "motivos pessoais" e substituir pelo eleito a seguir, será que deixou a ética em Bruxelas?
Existem limites no jogo da politica que devem ser respeitados e só mostra que está a sair da politica activa pela porta mais pequena se não mostra razões válidas para o que fez.
15 de outubro de 2009
12 de outubro de 2009
Rescaldo
Rui Rio - Renovar uma maioria absoluta com maioria absoluta é elucidativo. O discurso da vitória mostrou o sentido colectivo que nem todos os vencedores têm nessa hora e mostra o tacto para outros momentos na vida politica portuguesa.
Macário Correia - Foram 130 votos mas podia ser só um voto de diferença para dar forma à mudança. Faro poderá reassumir a importância que uma capital de distrito tem o dever de ter.
Intercampus Nestas eleições no último dia saiu uma sondagem a dar empate técnico a Rui Rio vs Elisa Ferreira. No último dia de campanha das Autárquicas d' 2005 saiu uma igual. Os desfechos foram duas maiorias absolutas para Rio. Penso que é patente a desonestidade para com o interesse público
Público Um dos jornais que leio com frequência, no artigo de sexta-feira sobre a campanha no Porto faltou o rigor e a distância. O jornal "I" vai passeando ao lado...
Texeira dos Santos Arriscou tudo por Elisa Ferreira e saiu derrotado.
JSD Porto Meireles parabéns e a todos que sei que foram incansáveis.
Leiria Responsabilidade da direcção Nacional do PSD na perda desta capital de distrito.
Rozeira Impressionante a cadência de vitórias com selo de trabalho feito em Nevogilde. O presidente no seu estilo renova naturalmente a confiança dos eleitores e merece.
Macário Correia - Foram 130 votos mas podia ser só um voto de diferença para dar forma à mudança. Faro poderá reassumir a importância que uma capital de distrito tem o dever de ter.
Intercampus Nestas eleições no último dia saiu uma sondagem a dar empate técnico a Rui Rio vs Elisa Ferreira. No último dia de campanha das Autárquicas d' 2005 saiu uma igual. Os desfechos foram duas maiorias absolutas para Rio. Penso que é patente a desonestidade para com o interesse público
Público Um dos jornais que leio com frequência, no artigo de sexta-feira sobre a campanha no Porto faltou o rigor e a distância. O jornal "I" vai passeando ao lado...
Texeira dos Santos Arriscou tudo por Elisa Ferreira e saiu derrotado.
JSD Porto Meireles parabéns e a todos que sei que foram incansáveis.
Leiria Responsabilidade da direcção Nacional do PSD na perda desta capital de distrito.
Rozeira Impressionante a cadência de vitórias com selo de trabalho feito em Nevogilde. O presidente no seu estilo renova naturalmente a confiança dos eleitores e merece.
10 de outubro de 2009
Autárquicas II
Caiu o pano sobre a campanha autárquica.
Ao longo destas duas semanas estive em Faro, sobretudo em Faro mas sempre que pude com um ouvido no Porto.
Já vivi algumas campanhas para dizer que o que se passou na capital do Algarve foi vergonhoso e no mínimo indigno para as suas gentes. É impressionante as tarjas distribuídas pela cidade a dizer "inaugurado", "concluído" e tudo pago com dinheiro da autarquia. Houve a par disto uma onda infundada de rumores na tentativa de desacreditar Macário Correia. Desde que escrevi o último post a falar do debate em Faro, não houve um aumento de discussão sobre os problemas estruturais da cidade. E não houve aumento porque não houve debate. Apolinário imiscuiu-se de responder pelo seu projecto, pediu carta em branco ao eleitorado e quis falar de Tavira. Um autarca quando se recandidata tem de falar obrigatoriamente dos 4 anos passados e prestar contas do que fez e do que não fez. Não conhecia com uma maior aproximação Macário Correia, mas hoje estou convicto que é a opção mais certeira que os farenses podem tomar este domingo.
Muitas vezes no auge das campanhas, no calor do combate eleitoral tenta-se chegar a todos de todas as maneiras. Mas não se pode (então numa de Junta de Freguesia é exemplar) galgar as competências do orgão a que se candidata, prometendo mais do que quando for eleito poderá na prática fazer. Esta prática continua regular e sem discussão e só irá ser resolvida quando os candidatos forem elucidados das competências que lhe são conferidas e não as que eles desejariam que fossem conferidas.
Quanto à minha cidade, só posso ter uma escolha. Rui Rio.
O PS foi sobranceiro ao pensar mais uma vez que o Porto se ganha com nomes e grandes figuras.
Ao longo destas duas semanas estive em Faro, sobretudo em Faro mas sempre que pude com um ouvido no Porto.
Já vivi algumas campanhas para dizer que o que se passou na capital do Algarve foi vergonhoso e no mínimo indigno para as suas gentes. É impressionante as tarjas distribuídas pela cidade a dizer "inaugurado", "concluído" e tudo pago com dinheiro da autarquia. Houve a par disto uma onda infundada de rumores na tentativa de desacreditar Macário Correia. Desde que escrevi o último post a falar do debate em Faro, não houve um aumento de discussão sobre os problemas estruturais da cidade. E não houve aumento porque não houve debate. Apolinário imiscuiu-se de responder pelo seu projecto, pediu carta em branco ao eleitorado e quis falar de Tavira. Um autarca quando se recandidata tem de falar obrigatoriamente dos 4 anos passados e prestar contas do que fez e do que não fez. Não conhecia com uma maior aproximação Macário Correia, mas hoje estou convicto que é a opção mais certeira que os farenses podem tomar este domingo.
Muitas vezes no auge das campanhas, no calor do combate eleitoral tenta-se chegar a todos de todas as maneiras. Mas não se pode (então numa de Junta de Freguesia é exemplar) galgar as competências do orgão a que se candidata, prometendo mais do que quando for eleito poderá na prática fazer. Esta prática continua regular e sem discussão e só irá ser resolvida quando os candidatos forem elucidados das competências que lhe são conferidas e não as que eles desejariam que fossem conferidas.
Quanto à minha cidade, só posso ter uma escolha. Rui Rio.
O PS foi sobranceiro ao pensar mais uma vez que o Porto se ganha com nomes e grandes figuras.
8 de outubro de 2009
Autárquicas
Estas últimas semanas têm sido intensas e não tenho vindo aqui escrever.
Entramos na recta final dos três actos eleitorais e sem dúvida alguma nas cidades que mais directamente me dizem respeito espero que segunda-feira Rui Rio e Macário Correia sejam conduzidos como presidentes da câmara do Porto e de Faro.
Entramos na recta final dos três actos eleitorais e sem dúvida alguma nas cidades que mais directamente me dizem respeito espero que segunda-feira Rui Rio e Macário Correia sejam conduzidos como presidentes da câmara do Porto e de Faro.
19 de setembro de 2009
O Acontecimento
Pela primeira vez perdi a noção de tudo...foi uma perda tão grande, que nem sei se tenho bem a noção do que é perder, estou atordoado.
Acho que estou incrivelmente parvo com o que aconteceu...
É daquelas coisas que se passam nos pesadelos, mas depois acordamos e vemos que foi só algo mau durante a noite...só que desta vez acordei e não foi só algo mau.
Tempo
Acho que estou incrivelmente parvo com o que aconteceu...
É daquelas coisas que se passam nos pesadelos, mas depois acordamos e vemos que foi só algo mau durante a noite...só que desta vez acordei e não foi só algo mau.
Tempo
12 de setembro de 2009
Ontem em Debate sobre a Segurança Urbana
Retive do discurso do Juiz Conselheiro Santo Cabral que na Justiça é imperativo para assegurar a sua essência perante a sociedade a existência de duas premissas fundamentais - o julgamento imediato à ocorrência e a certeza da sanção.
5 de setembro de 2009
Legislativas
Começando por citar Medina Carreira - "Tenho incompatibilidade nata com quem não tem palavra" , quem me conhece sabe que para mim a palavra é a cara da honra, é algo que acredito e que faço bastião.
Ao longo destes últimos 4 anos e meio, vejo que houve um tributo à falta de palavra, à falta do compromisso assumido. Mais do que promessas circunstanciais, tem faltado aos responsáveis políticos adequação dos seus programas eleitorais à situação do pais real. Não raras as vezes, e desde Durão Barroso até Sócrates que após tomarem posse administrativa deixam cair propostas defendidas pouco tempo antes. Justificam-se dizendo que tomaram essa decisão no superior interesse nacional. Mas se os seus programas não estavam inteirados da situação politica que iriam assumir então terão de ser apelidados de insuficientes ou incapacitados líderes políticos.
No cenário que está sendo colocado, o partido que vencer não irá conseguir maioria absoluta. Será uma legislatura que implicará uma sensibilidade especial para a cedência e convergência. Algo que o actual governo não demonstrou em diversos momentos, desde a educação à saúde. Não demonstrou principalmente respeito pelo direito de ter uma opinião contrária, impôs-se como o dono da razão. Receio isso tenha sido provocado pelo à vontade que uma maioria parlamentar dá. Não teve de lutar muito pelo resultado obtido à 4 anos e foi contemplado, agora penso para mim que ficou assente que uma maioria dada num cheque em branco é um erro, há que fazer demonstrar antes se tem capacidade para utilizar uma maioria.
Num país que está mergulhado em problemas económicos desde à alguns anos, não adianta estar constantemente com analgésicos. Sabemos que temos um estado demasiado grande e que consome quase o PIB, que temos problemas de competitividade em relação a outros países e não fazemos nada de fundo para resolver.
Esta máquina de "700 000 funcionários, cerca de 3 400 000 reformados, perto de 350 000 titulares do RSI, uns 300 000 desempregados" é pesada e precisa de ser diminuída o quanto antes.
Não concebo na minha ideia um partido que defenda o aumento do Estado quando sabemos que neste momento isso é um problema.
Quando falamos em como colocar a nossa economia mais competitiva, andamos às apalpadelas, mexendo ora aqui ora acolá a ver se algo mexe e melhora. Mas sem eficácia, sem um plano estabelecido de acção. Sabe-se que o tecido empresarial em Portugal é quase composto por Micro e PME'S mas só se preocupam com estas no último ano. Abre-se recheadas linhas de crédito para elas mas que estas não podem aceder por estarem com a corda na garganta e não poderem corresponder aos requisitos de acesso. E muitas vezes por dívidas do próprio Estado.
Quanto à mais que batida questão das obras públicas, existe uma coisa que nenhum partido assume como exigência, é que os orçamentos sejam cumpridos, que não haja derrapagens absurdas. A par disso uma justa promoção dos concursos públicos que permita não só às grandes empresas concorrer. Na substância, defendo que a construção do futuro aeroporto de Alcochete seja feito em módulos e o TGV adiado para uma conjuntura melhor.
Gostaria que houvesse um entendimento sustentado para que a questão da Regionalização fosse lançada definitivamente. O casamento entre homossexuais é uma questão que já deveria estar tratada nesta anterior legislatura mas este governo revelou falta de pragmatismo para umas coisas e demasiada cerimónia para outras.
Na educação é imperativo a instauração de um clima de convergência e de integridade entre a tutela, os professores e os alunos. Mas sempre sem abdicar da avaliação dos professores, num outro formato em que todos se sintam valorizados.
Penso que nenhum partido alguma vez irá responder completamente ao que penso e quero. Algumas coisas consigo encontrar no programa do PS, como o casamento dos homossexuais e a Regionalização. Mas maioria encontro no programa do PSD. A questão da regionalização é aquela que mais me preocupa não ser objecto de inclusão no programa do PSD, contudo tenho esperança que se continue a levantar vozes dentro do partido que suscitem o debate e a sua introdução na agenda nos próximos 4 anos. Quanto ao casamento do Homossexuais acho que é uma questão que já deveria ter sido rectificada e resolvida na Assembleia da República nesta anterior legislatura. E nesse aspecto acho vergonhoso que o PS faça disso uma bandeira no seu programa eleitoral quando já podia ter resolvido o assunto. (Aqui é que vejo o peso das juventudes partidárias em cada partido)
Considero desde há muito tempo que estamos a viver simultaneamente uma crise económica e de valores. Sendo pragmático, nas duas opções que dispomos José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, só consigo ver a segunda a ter autoridade moral para atacar as duas. Porquê? por tudo o que se passou nestes quatro anos, pode-se dizer que nunca se provou nada acerca de Sócrates mas quem disser que confia nele não está a falar verdade. A dúvida irá sempre pairar, e se vier outro caso em que é implicado?
Para mim um cargo como o que vai a votos tem de estar rodeado da minha confiança na pessoa e na ética com que a acompanha. Se não fosse assim, em Oeiras votaria Isaltino, em Felgueiras votaria na actual presidente.
Sendo eficaz com o que posso fazer com o meu voto, votarei no PSD. Talvez seja o voto mais consciente que faça. Talvez seja a última vez que a esperança e o romantismo que a juventude traz acompanhe a minha consciência. Como muitos, não suportarei muito mais tempo que não se faça o que se diz.
Ao longo destes últimos 4 anos e meio, vejo que houve um tributo à falta de palavra, à falta do compromisso assumido. Mais do que promessas circunstanciais, tem faltado aos responsáveis políticos adequação dos seus programas eleitorais à situação do pais real. Não raras as vezes, e desde Durão Barroso até Sócrates que após tomarem posse administrativa deixam cair propostas defendidas pouco tempo antes. Justificam-se dizendo que tomaram essa decisão no superior interesse nacional. Mas se os seus programas não estavam inteirados da situação politica que iriam assumir então terão de ser apelidados de insuficientes ou incapacitados líderes políticos.
No cenário que está sendo colocado, o partido que vencer não irá conseguir maioria absoluta. Será uma legislatura que implicará uma sensibilidade especial para a cedência e convergência. Algo que o actual governo não demonstrou em diversos momentos, desde a educação à saúde. Não demonstrou principalmente respeito pelo direito de ter uma opinião contrária, impôs-se como o dono da razão. Receio isso tenha sido provocado pelo à vontade que uma maioria parlamentar dá. Não teve de lutar muito pelo resultado obtido à 4 anos e foi contemplado, agora penso para mim que ficou assente que uma maioria dada num cheque em branco é um erro, há que fazer demonstrar antes se tem capacidade para utilizar uma maioria.
Num país que está mergulhado em problemas económicos desde à alguns anos, não adianta estar constantemente com analgésicos. Sabemos que temos um estado demasiado grande e que consome quase o PIB, que temos problemas de competitividade em relação a outros países e não fazemos nada de fundo para resolver.
Esta máquina de "700 000 funcionários, cerca de 3 400 000 reformados, perto de 350 000 titulares do RSI, uns 300 000 desempregados" é pesada e precisa de ser diminuída o quanto antes.
Não concebo na minha ideia um partido que defenda o aumento do Estado quando sabemos que neste momento isso é um problema.
Quando falamos em como colocar a nossa economia mais competitiva, andamos às apalpadelas, mexendo ora aqui ora acolá a ver se algo mexe e melhora. Mas sem eficácia, sem um plano estabelecido de acção. Sabe-se que o tecido empresarial em Portugal é quase composto por Micro e PME'S mas só se preocupam com estas no último ano. Abre-se recheadas linhas de crédito para elas mas que estas não podem aceder por estarem com a corda na garganta e não poderem corresponder aos requisitos de acesso. E muitas vezes por dívidas do próprio Estado.
Quanto à mais que batida questão das obras públicas, existe uma coisa que nenhum partido assume como exigência, é que os orçamentos sejam cumpridos, que não haja derrapagens absurdas. A par disso uma justa promoção dos concursos públicos que permita não só às grandes empresas concorrer. Na substância, defendo que a construção do futuro aeroporto de Alcochete seja feito em módulos e o TGV adiado para uma conjuntura melhor.
Gostaria que houvesse um entendimento sustentado para que a questão da Regionalização fosse lançada definitivamente. O casamento entre homossexuais é uma questão que já deveria estar tratada nesta anterior legislatura mas este governo revelou falta de pragmatismo para umas coisas e demasiada cerimónia para outras.
Na educação é imperativo a instauração de um clima de convergência e de integridade entre a tutela, os professores e os alunos. Mas sempre sem abdicar da avaliação dos professores, num outro formato em que todos se sintam valorizados.
Penso que nenhum partido alguma vez irá responder completamente ao que penso e quero. Algumas coisas consigo encontrar no programa do PS, como o casamento dos homossexuais e a Regionalização. Mas maioria encontro no programa do PSD. A questão da regionalização é aquela que mais me preocupa não ser objecto de inclusão no programa do PSD, contudo tenho esperança que se continue a levantar vozes dentro do partido que suscitem o debate e a sua introdução na agenda nos próximos 4 anos. Quanto ao casamento do Homossexuais acho que é uma questão que já deveria ter sido rectificada e resolvida na Assembleia da República nesta anterior legislatura. E nesse aspecto acho vergonhoso que o PS faça disso uma bandeira no seu programa eleitoral quando já podia ter resolvido o assunto. (Aqui é que vejo o peso das juventudes partidárias em cada partido)
Considero desde há muito tempo que estamos a viver simultaneamente uma crise económica e de valores. Sendo pragmático, nas duas opções que dispomos José Sócrates e Manuela Ferreira Leite, só consigo ver a segunda a ter autoridade moral para atacar as duas. Porquê? por tudo o que se passou nestes quatro anos, pode-se dizer que nunca se provou nada acerca de Sócrates mas quem disser que confia nele não está a falar verdade. A dúvida irá sempre pairar, e se vier outro caso em que é implicado?
Para mim um cargo como o que vai a votos tem de estar rodeado da minha confiança na pessoa e na ética com que a acompanha. Se não fosse assim, em Oeiras votaria Isaltino, em Felgueiras votaria na actual presidente.
Sendo eficaz com o que posso fazer com o meu voto, votarei no PSD. Talvez seja o voto mais consciente que faça. Talvez seja a última vez que a esperança e o romantismo que a juventude traz acompanhe a minha consciência. Como muitos, não suportarei muito mais tempo que não se faça o que se diz.
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